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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

16/16

Há! A postagem mais esperada do tratamento foi a mais negligenciada. Tadinha... hehe. Me empolguei tanto com a ideia de não passar mais mal a cada quinze dias que acabei esquecendo quase por completo do pesadelo dos últimos oito meses. Eu tenho essa capacidade de assassinar lembranças que não me servem... vinte e dois anos de prática. =P

Retirada do livro "Eu Findo Mundo" pelo meu querido amigo Bobby Baq! Me identifico muito com suas sacadas.

Então, provavelmente porque não foi só mais uma aplicação, mas o acúmulo de 15 quimios mais uma, passei bem mal do estômago. Bem mal mesmo... a última e penúltima se superaram. Três, quatro dias de enjoos e alguns dias depois, do nada, durante o dia ou a noite, as náuseas voltavam só para me lembrar do tratamento. Meu intestino soltou uns 7 dias após a aplicação, acho que por causa do calor intenso que me desidratou muito: demorei pra me tocar que água não hidrata por completo, precisamos de minerais e nutrientes que a água não tem pra nos hidratarmos de verdade nesses casos extremos. Enfim... passou depois que tomei um Imosec (receitado pra diarreia pelo meu médico) e água com amido de milho e limão.
Tirando isso, acho que não aconteceu nada de muito relevante.

Agora que venham os exames de controle: o primeiro já marcado para primeiro de abril. Então, mais cinco anos de incomodação e desconfiança... ai ai. Mas pra mim o importante é não admitir nunca pra mim mesma que estou doente, assim levo os dias que seguem na espera do laudo dos exames mais tranquila.

Parabéns para nós! Boa sorte para nós!
Que o tempo continue curando tudo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

15/16

Uffa! O dia seguinte desta foi osso...
Estou percebendo um padrão nas piores aplicações: menstruação. Quando ela está para vir, os enjoos parecem bem mais intensos.
Não tenho mais muito o que contar... semana que vem vou entrar com um pedido para conseguir um laudo do hospital para tentar um desconto de IPI. É um dos vários direitos do paciente com câncer, existem várias cartilhas falando sobre estes aqui nos sites que indico no blog. Posso passar a contar sobre a saga dessa burocracia depois que as quimios acabarem, afinal, os exames de controle são só a cada três meses, com exceção do primeiro que é depois de dois meses.

Eu deveria estar mais ansiosa do que nunca... mas estou mais relaxada do que nunca. O fim está ao alcance e a chegada dele é só questão de tempo, tempo que aprendi a aproveitar sabiamente quando estamos com saúde. Não digo " aproveitar ao máximo", mas com calma talvez, porque nunca se sabe quando a calmaria vai voltar.

Então vamos seguindo, dia 07/02 é a última aplicação. A última mesmo! Não quero nem saber. =P
Beijos e boa sorte para nós!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

14/16

Olá!
Demorei para escrever sobre esta última, porque estava esperando a última consulta (hoje) acontecer e assim ter mais o que falar.
É oficial que o Emend não melhorou os enjoos, só ajudou a não continuar piorando como estava. Um amigo meu e meu irmão estavam presentes na número 14, o que me distraiu e o tempo passou super rápido, então foi uma boa quimio.
O que experienciei de novo nessa semana foi muito mais sono do que nas últimas, fraqueza, pressão baixa e dificuldade em ajustar a pressão depois de movimentos bruscos. O "lado bom" disso foi que voltei a dormir bem a noite (e de manhã, hehe). Meu cabelo continua caindo bastante, minhas unhas melhoraram de aparência e na dor também.

Hoje na consulta o médico me liberou para viajar 15 dias após a última, ou seja, teoricamente a partir do dia 22 eu estou de volta ao sul! Mas estou evitando com muito esforço fazer qualquer tipo de plano antes da enfermeira tirar a agulha da última aplicação. Depois disso, estou liberada... até lá, estou com o estado de mente no ponto morto. Afinal, como diriam os Racionais, "frustração é maquina de fazer vilão".

Amanhã vem a penúltima aplicação, depois só mais quinze dias... parece até mentira de alguém para me deixar desapontada de novo. Mundo cão esse, não?
Beijos e boa sorte para nós!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

13/16

Eu já estou quase no espírito do meu ano novo, mas ainda não... só dia 07/02 será minha passagem de ano oficial.
Por enquanto então, venho contar sobre a aplicação 13, com Emend.

É com muita dor no coração que digo que o Emend não fez a mínima diferença nos enjoos pós quimio. Mas já me convenci de que como fiz esta última em plena lua cheia e de tpm, os efeitos eram para ser tão potencializados, que o remédio ajudou a manter o nível de sempre. Hehehe! Então só depois de sexta feira venho contar a versão oficial de como foi a segunda aplicação com o famigerado Emend.

Tive taquicardia nos dois dias que seguiram pós aplicação, principalmente quando eu deitava para ir dormir. Parecia que o coração estava tentando abrir espaço para saltar por entre as costelas. Hahahaha! Não sei o que isso significa, acho que foi fraqueza, pois a indisposição depois estava pior do que nunca. E também senti dificuldade para beber água e comer. Mas foi coisa de dois dias, depois estava de volta. Aliás, dependendo da aplicação, eu crio algum tipo de aversão á alguma coisa: já foi á água na temperatura ambiente, á água fria, á sucos, á café, á pizza... mas depois o paladar voltava, para ficar de frescura com alguma outra coisa. Interessante, né?
Segue uma foto do meu primeiro lanchinho depois da primeira quimio, registrado orgulhosamente pelo meu pai, para provar que sem apetite eu não estava.

Olha a palidez típica do pós quimio. =]


Semana que vem venho com mais notícias. Contagem regressiva.. como no ano novo. =]
Um beijão, tudo de bom nesse novo ciclo e boa sorte para nós!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

12/16

Bom, é claro que quem cria expectativas demais, se ferra...
O querido médico errou a data de aplicação do Emend e fiz sem, de novo. Então os enjoos foram intensos, por vários dias, como sempre. Bem feliz, eu fiquei.

Logo a aplicação foi tão ruim quanto a última. Tirei duas fotos que ficaram horríveis no sentido de qualidade das minhas duas unhas dos dedões, mas dá para ter uma ideia. Quase certeza de que elas vão cair, descolaram metade já, nas fotos ainda estavam começando. Parece que não corto a unha há meses, mas juro que estão curtas, a parte branca é que não pára de aumentar. Nem conto a dorzinha, não dá nem pra espremer o tubo de pasta de dente. Sabe quando a gente dobra elas para cima? Então, essa dorzinha.

A falta de ar não bateu nesta última, portando ainda não podemos tirar nenhuma conclusão da causa.

Esqueci de contar aqui que meu cabelo voltou a cair bastante, fazem umas três aplicações que voltou a queda. Eu noto a diferença já na exposição do couro cabeludo, mas como tenho muito muito cabelo, para quem não conhece, parece normal.

Bom, sexta feira vêm mais uma consulta... eu odeio voltar naquele hospital, o cheiro dele me dá náuseas e as consultas estão cada vez mais inúteis. Tudo o que eu conto que está errado ele diz que é normal e quando chega a hora dele ajudar, como no Emend, dá tudo errado. Lugar desgraçado... pronto, falei. Hahahaha! Queria só ir fazer as quimios e ser deixada em paz entre elas. Mas nããão, preciso de acompanhamento, que não ajuda em nada. Enfim... fiquei bem brava com essa história do Emend.

Ficam as fotos lindas para vocês.
Beijos e boa sorte para nós.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

11/16

Aaah, não vejo a hora de escrever a postagem "16/16". =D

A última quimio foi muito mais tranquila do que todas as últimas, além de eu estar aperfeiçoando a prática de dormir todo o tempo, troquei de remédio para o estômago: agora estou usando o Nausedron. Apesar dele não ter resolvido o problema, aliviou muuito! Para cada organismo, esses remédios funcionam diferente, então trocar ao invés de insistir pode ser a solução. Conheço pessoas que disseram que o Nausedron não funcionou, mas para mim foi a diferença. Já o Vonau, sinceramente, não conheço ninguém que tenha sentido uma diferença significativa.

Antes da aplicação, fiz uma consulta onde o médico mandou para a quimio um pedido de Emend. Aí sim... o Emend é um remédio caríssimo que tem fama de ser milagroso para os enjoos. Antes só na forma de comprimido, custa uns 700 reais, apenas dois. Agora os seguros estão autorizando o intravenoso antes da quimio e vou experimenta-lo sexta feira. Expectativas altas!
Contei para o médico sobre as minhas unhas roxas e ele explicou que é um efeito da Bleomicina, que sedimenta nas unhas e as deixa roxas e doloridas. Segundo ele, depois que crescerem completamente de novo, a cor deve sumir. E também comentei sobre a falta de ar e ele fez uma cara um pouco preocupada, disse que eu deveria ter chamado um médico na hora para me avaliar. No dia seguinte senti de novo, mas como bem menos do que nas últimas, confesso que nem chamei ninguém... a questão é de novo a Bleomicina, que pode causar toxicidade pulmonar depois de um tempo em algumas pessoas. Então caso seja isso mesmo, a dose dela será administrada diferente nas próximas.

Então é só pessoal. Volto na semana que vem, contando sobre a quimio número 12!
Um ótimo natal a todos, cheio de amigos, família e alegria.
Um beijo e boa sorte para nós!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Meu port

Olá!
Prometi colocar uma foto do meu port e mais algumas informações para quem tem curiosidade aqui e vou cumprir. Aqui está!

Nessa "bolinha" entra o remédio por meio de uma agulha especial (Huber) este segue pelo "caninho" que sobe pela clavícula e entra em uma artéria de grande calibre.


Ele me ajudou muuuito! Infinitamente...pois como se já não bastassem os efeitos da pós quimio, a própria aplicação era uma tortura: depois de um tempo ficou difícil encontrar veias com calibre o suficiente para a medicação não machucar, o que fazia com que duas picadas (exame de sangue e aplicação) virassem quatro, até cinco picadas, desaparecendo com as últimas sobreviventes. Além disso, duas vezes tive dores horríveis nas juntas dos braços, além das manchas amarelas e roxas que ficavam no local da agulhada e sinto até hoje sensibilidade nos mesmos lugares

Bom, ele se tornou meu amigo feio. Por que ele é feio e dá muito aflição de encostar! Até na hora de tomar banho, evito passar a mão nele. De qualquer forma... os benefícios superaram a estética. =P
Ele não traz restrições: pode virar de ponta cabeça, entrar na água, puxar peso... tudo que se tem direito. O único incomodo mesmo é a manutenção.
Ganhei um manual e vou citar uma parte relevante:
"1. Usar luvas para apalpação e localização da câmera implantada. 2. Manter a câmara entre dois dedos. 3. Inserir/punsionar a câmara no centro, perpendicularmente. 4. Assegure-se de atingir o fundo da câmara, cerca de 10mm, sob a pele. 5. Ao final do procedimento, lavar o sistema com soro fisiológico e heparinizar conforme protocolo. 6. Em caso de obstrução contate médico responsável. Lave e heparinize a cada 30/60 dias ou seguir protocolo."

Ou seja, pelo menos uma vez por mês, deve-se limpar o sistema com soro ou heparina, dependendo do cateter, até a remoção dele. Chatinho, né? Mas, acredite, melhor do que conviver com mais agulhas do que o necessário.
Ahn! Não dói NADA para furar, depois de algumas furadas. Nas primeiras confesso que doeu mais do que a furada no braço, mas acho que só nas duas primeiras. Hahaha! É sério, depois de um tempo de uso, cria-se como um calo encima da "bolinha" e fica insensível. E além disso, uns 40 minutos antes, você pode aplicar xilocaína no local para amenizar a dor.

Então é isso... beijos e boa sorte para nós!




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

10/16

Há uma semana fiz a décima sessão, eleita a pior de todas!

Durante a aplicação não passei tão mal quanto na sétima, porque consegui dormir graças ao combo de soníferos: vonau, plasil e dramin. Mas depois, meu estômago simplesmente não se recuperou. Estes três remédios não fazem nem mais cócegas no mal estar. A cada dia estou um pouquinho melhor, mas nunca bem.
Surgiram mais dois novos efeitos colaterais: dor nas unhas e falta de ar durante a aplicação. A falta de ar se repetiu nas ultimas três, ainda preciso contar para o médico disso, já que os remédios danificam os pulmões. Mas foi apenas durante a aplicação, como se meu pulmão petrificasse e só tossindo eu respirasse melhor.  E a dor nas unhas foi muito esquisito... foi como se eu tivesse prendido todos os meus dedos na porta, principalmente nas unhas dos dois dedões da mão, que além de doerem ao usá-las, ficaram roxas nas raízes e depois meio brancas. Então elas ficaram super fracas e quebradiças, até que cortei curtinhas e elas se recuperaram.

Bom, contei na primeira postagem aqui sobre um dos efeitos colaterais que seria manchas na pele. Por isso os médicos dizem para não sair no sol sem protetor solar. Mas já há algum tempo saíram manchas só onde nem toma sol, na virilha e no dedão do pé. São manchas diferentes, marrons e como se fossem riscos na pele. Consegui clareá-las bem, a do dedão praticamente sumiu, com óleo de amêndoas doces. Este é excelente para evitar o aparecimento de estrias (já que inchamos e desinchamos como uma sanfona, graças aos corticoides), hidratante natural (os remédios tendem a ressecar pele e cabelo) sem aditivos tóxicos que não entopem os poros e clareador natural da pele.

Fonte - http://www.entrecoisas.com.br/2011/10/oleo-de-amendoas-doces.html


Ando chateada com a piora exponencial dos enjoos e do mal estar, também porque os próximos remédios a serem testados, sem garantia de melhoras, estão em torno de R$500,00 reais, 9 comprimidos. Somando as 6 sessões que faltam, me lembram do fato de eu ser uma grande contribuinte para a indústria mais cruel do Brasil: a indústria farmacêutica. E falando nisso, se vocês conhecem alguém que vai para os Estados Unidos, procure uma receita do seu médico para prováveis problemas na alfandega e encomende o Zofran, que sai em torno de R$200 reais, 90 comprimidos (Errata: o Zofran que vi em um site americano é GENÉRICO, por mais que eles afirmes ter a mesma composição do Zofran e vir escrito "Zofran" nos comprimidos). Os americanos podem pecar em muitas áreas, mas nessa eles estão bem na nossa frente.

É isso ai, por enquanto sem notícias, semana que vem tem mais drogas e uma consulta pós ciclo.
Um beijo e boa sorte para nós!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

9/16

Boa noite!
Pô, eu tinha me esquecido de atualizar por aqui. Amanhã já vem a décima sessão e estou enrolando para dormir, assim quem sabe eu durma durante as três horas que seguem de aplicação.
A ultima, nona, foi mais tranquila que as anteriores porque consegui dormir por quase duas horas seguidas. Isso graças a união de três remédios: tomei um Vonau uma hora antes de iniciar a sessão, um Plasil assim que começou e um Dramin mais no final. Foi o famoso mata leão! O enjoo durante não foi tão ruim por isso.
Mas a semana seguiu cheia de náuseas, não teve nenhum dia em que meu estômago não reclamou, mas fazendo uso continuo desses três durante os quatro dias que seguem da aplicação, ficou mais tranquilo de levar.
Minha imunidade, modéstia a parte, estava ótima para variar. Hehehe! Neutrófilos em 2.000 e tanto.
Passei meu aniversário bem, me diverti bastante, consegui ver quem eu queria, ganhei mimos maravilhosos e como disse minha prima: que meus 22 sejam o contrário dos meus 21. =]

Um beijo a todos e boa sorte para nós!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

8/16

Metade do tratamento cumprido.
Sinceramente, não estou super animada com isso. As pessoas me vem dizendo: Olha só, como passou rápido! Viu, já está na metade! 
Mas meus amigos, não passou rápido e metade significa tudo o que eu fiz até agora e mais um pouco, porque meu pobre corpo está ficando cansado e minha mente, nem comento.

Bom, como já disse nas ultimas duas postagens, os efeitos colaterais estão se intensificando, o que me deixou chateada e meio em pânico esses dias, pois se continuar nesse ritmo... mais oito aplicações, acho que meu estômago vai embora junto com o câncer.
Definitivamente o Dramin e o Vonau não servem para enjoo, só ajudam a dormir e a prender o intestino, então na sexta feira em consulta vou perguntar se não tem alguma outra coisa que ajude.
O cansaço continua o mesmo, não piorou nem melhorou, nos quatro dias que seguem da quimio eu preciso descansar muito senão fico bem debilitada.

Não tenho mais nenhuma novidade. O cabelo continua firme e forte, segundo o médico não vai mais cair mesmo e devo dizer que na verdade não caiu nada, ele continua igualzinho, acho que no começo eu estava mais impressionada e achei que estivesse caindo mais do que o normal.

Flor de batata de grama! Porque flores desabrocham, ficam lindas e depois morrem pra desabrochar de novo, assim como eu meu ânimo.


Um beijo e se na sexta feira eu ficar sabendo de alguma novidade pelo médico novo que vai me atender, eu compartilho aqui.
Boa sorte para nós!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

7/16

Fiz a sétima aplicação na semana passada, foi bem ruim. Cada vez enjôos piores durante e após a aplicação, meu estômago deve estar apodrecendo aos poucos. Pobrezinho... mas meu exame de sangue continua perfeito, neutrófilos do sistema imunológico estavam em 3.219, melhor do que muita gente que não faz quimio. Isso graças a alimentação, muito liquido e os fitoterápicos.
Antes eu só sentia enjoo nos três dias após a aplicação, agora até uma semana depois eu fico salivando demais com um gosto horrível na boca. Dramin já não serve, só ajuda mesmo porque dá sono e eu posso finalmente dormir bem (coisa que anda difícil na rotina). O cansaço só aumenta e o sono só diminui.

Mas de resto vai tudo seguindo, a cirurgia da implantação do cateter já está quase completamente cicatrizada e não gostei do resultado. Do jeito que os médicos falaram, parecia que ia ficar super discreto e e eu não ia sentir nada, mas como sou magrela ficou super aparente e eu sinto ele incomodando durante muitos movimentos que faço. Mas sei lá, conheço pessoas que colocaram que também disseram não sentir nada e que não ficou tão aparente quanto o meu. Vou ver se coloco uma foto aqui pra mostrar. 

O médico finalmente viu meu exame PET limpo em consulta e disse que é um resultado muito bom, pois com esse "quadro" as chances de cura que antes eram de 70%, sobem para 90%. Quase falei para ele: Olha só, eu consegui ter um câncer com 21 anos o qual apenas 0,6% da população brasileira tem e ainda é mais comum em homem... só me animo com 100%, amigo. Mas, perto das possibilidades, eu tenho é que me contentar. Contei pra ele tudo o que eu estava sentindo e como é tudo efeito colateral, para ajudar só existem remédios para isso que tem efeito colateral também, aí depois receitamos outros remédios para esses segundos efeitos colaterais e assim seguimos o tratamento, me entupindo de remédios. 

Uma foto das corujas buraqueiras que tirei quando morava em Florianópolis. Só porque estou com saudades da minha vida antes do tratamento: das minhas viagens, da minha privacidade e do meu bem estar.
Por enquanto é só. Me perdoem a falta de entusiamo aqui, mas queria que todos fossem sinceros para sabermos o que esperar, cansa não se sentir bem e ficar ouvindo todo mundo falar que está tudo bem. Mas fica um breve relato da sétima aplicação e depois eu conto sobre a oitava, na sexta feira. Óia, só de pensar, me embrulha o estômago...
Um beijo e boa sorte para nós!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

6/16

Feita a sexta aplicação na semana passada. Credo, ainda faltam dez... mas, melhor que onze.
Essa foi ruinzinha também. Senti muito enjôo durante as três horas de drogas, mas já comecei enjoada, só foi piorando. Ai reclamei a uma enfermeira, que foi chamar o médico, que chegou na minha cadeira e perguntou: "Você está enjoada?".  "Sim". "Ok, vou pedir para farmácia fazer um Dramin". "Ok, obrigada."
Aí meia hora depois, chegou o remédio. Eu não tenho problemas com o ato de vomitar, pois eu sei que vou tirar o que está me fazendo mal e vou melhorar. Mas nesse caso o que está me fazendo mal só vai continuar entrando e cada vez mais, então optei por não vomitar, senão sabe lá quando eu ia conseguir parar.
Aliás, esse está sendo o maior problema atualmente: ir contra o instinto de sobrevivência. Sabe quando a gente coloca a mão no fogo, machuca, então a gente se afasta o mais rápido possível? Isso é um bom exemplo do instinto de sobrevivência. Agora, ir deliberadamente à um hospital, 8 horas por mês, injetar litros e litros de remédios que causam dor e náuseas, é um bom exemplo de como ir contra os nossos instintos de sobrevivência. E essa sensação é muito, muito ruim.
Até a quinta aplicação, eu não havia sentido os temidos efeitos colaterais da químio. Talvez porque meu corpo estivesse mais forte e a concentração de remédios no organismo estivesse menor, mas eu acho que foi bastante psicossomático. Uma vez que a aplicação machucou meu braço e muitas veias foram estouradas, eu desanimei muito, cedi a dor e ao tédio. Agora eu estou melhorando, amanhã coloco o porte em um procedimento cirúrgico simples e assim não vou mais ter que sofrer tanto com a dor das agulhas e dos remédios. Desisti de querer vitalidade, estou com a disposição de uma senhora de oitenta anos, a cada dia sinto mais sono. E sabe o que eu faço? Durmo. Pronto, acabou. Só me recuso a deixar de sair com meus amigos, pois é uma das poucas coisas que realmente distrai a minha cabeça.
O lado bom foi que a enfermeira pegou uma veia que constava desaparecida ha algum tempo, uma veia de calibre enorme que foi puncionada de primeira e não deixou a Dacarbazina me causar dor. Além do Dramin ter me apagado por uma hora.
É isso ai, alguma hora dessas venho com algumas dicas... não contei sobre os meus últimos exames de sangue, mas estão ótimos. A enfermeira me disse: "Eu não sei o que você está fazendo, mas pode continuar. O seu hemograma está melhor do que o meu." E eu estou fazendo várias coisas que pretendo dividir com vocês, estava só esperando a confirmação de que funcionam.
Um abraço a todos e boa sorte para nós!

domingo, 15 de setembro de 2013

5/16

Olá!
Menos uma para o cronograma.
Foi excepcionalmente ruim esta aplicação, além do dia ter sido extremamente estressante - PET de manhã, atraso colossal na consulta antes do almoço e mais atraso pra quimioterapia - minhas veias enfraqueceram, as mais "calibrosas" que eu preferia para as aplicações pois não sentia tanta dor com a dacarbazina (depois de serem estouradas diversas vezes) desapareceram e então uma veia fina que foi usada para a aplicação inflamou e causou muita dor no braço inteirinho até mais de uma semana depois.
Na consulta, o médico me proibiu de ir viajar e visitar minha casa onde moro no interior de Santa Catarina por conta de possíveis intercorrências. Pela primeira vez eu chorei no consultório, o que deixou o médico confuso, já que nem no dia do diagnóstico de Linfoma de Hodgkin eu fiquei triste. Não que eu seja de ferro, mas no fundo já sabia que seria um diagnostico do tipo e depois de muita pesquisa, eu já estava conformada e sabia das altas chances de cura. Minha mãe pode confirmar: ela me contou do resultado da punção quando eu já estava de volta em São Paulo para a primeira consulta e eu só respondi - eu já sabia, mas tem cura.
Então, todo esse conjunto de fatores contribuíram para um recuperação mais chata da quinta sessão, pela primeira vez tomei um dramin, tive salivação excessiva por uns quatro dias seguidos, o que me dava enjoo e além de muita dor no braço. Aliás, é uma dor que não saberia definir, do ombro ás pontas dos dedos, nada muscular, parecia mais nos tendões, mas também não era bem isso. Como uma pressão tão forte que causa dor, mas em nenhum órgão que eu possa definir. De qualquer forma, melhorou depois de muitos analgésicos e tempo....
Por essas e por outras, decidi colocar o cateter permanente ou porte, um acesso interno que é colocado abaixo da clavícula e serve para facilitar as aplicações, já que é composto por uma superfície de silicone que é facilmente localizada e puncionada com uma agulha especial. Como ele é colocado dentro de uma artéria grande, a dor da dacarbazina não é tão intensa e nenhuma veia é desperdiçada. Além de evitar o sofrimento de ser furada diversas vezes só para começar a aplicação, depois de ser furada para fazer exame de sangue e PET.

Mas que venham as boas notícias, o resultado do meu primeiro PET de controle fooooi... ausência de atividade anormal de células!!! Sim, limpinho limpinho da Silva! Nenhum sinal visível dos tumores, que diga-se de passagem, eram vários. Então o tratamento continua, mas com maiores chances de cura. Terei mais informações depois da consulta, daqui a vinte dias.

Logo, eu queria agradecer profundamente à todos aqueles que me mandaram boas energias, bons pensamentos, palavras de apoio e carinho, pois tenho certeza que não teria tido um resultado tão satisfatório sem estes. Muito obrigada! Que lhes volte em dobro!
Volto com uma postagem mais específica sobre o exame chamado PET CT e sobre o Port-au-Cath (o porte ou acesso).
Um beijo e boa sorte para nós!







sexta-feira, 30 de agosto de 2013

4/16

Feita a quarta aplicação com protocolo ABVD.
"Desejo que todas sejam iguais a essa!" (Pros anjinhos na escuta... =)
A enfermeira um amor, acertou de primeira uma veia grande e quase não senti nada enquanto o cateter foi ajeitado no braço, a companhia era boa e atenta aos remédios, além de ter me mimado com lanchinhos maravilhos que infelizmente não tive estômago pra degustar e me cobrir o tempo todo com o cobertor, e dormi logo depois do primeiro saco de remédios anti-inflamatórios e para náuseas que é aplicado antes da quimio começar. Acordei quando a D estava terminada, a temida D de dor, desespero e drama. Hahahaha! Esse remédio é o Diabo. Tá, chega... De qualquer forma, além de tudo ter ocorrido bem, não dormi na noite anterior, o que me ajudou a dormir de manhã.
Então, a semana seguiu tranquila, só no domingo de manhã que a minha pressão caiu e não queria mais voltar, ai perdi um almoço maravilhoso no templo Zu Lai por falta de apetite, mas que será reposto. A semana seguiu tranquila mesmo, não senti nem náuseas direito, só nó no estomago, sensação de ansiedade.
Perguntei para a enfermeira sobre a minha veia da ultima aplicação, que ficou esquisitíssima e muito dolorida. A moça disse que a veia provavelmente necrosou por causa do ultimo remédio (o Dolorido), pois era muito fina, por isso a dor e o preto e amarelo na pele. Que horror, né? Se isso aconteceu onde o remédio foi aplicado, imagina como tá meu corpo por dentro. Se já estava podre, agora está fedido. =P
Meu cabelo anda caindo mais, mas se eu que cuido dele e me olho no espelho todo dia não vi diferença no todo, não to muito preocupada. Deve estar em uns 90% do total... se eu terminar o tratamento com 70%, estou feliz. Ele sempre foi muito armado, agora está mais assentado. Aliás, estou usando shampoo e condicionador anti-queda, bem psicológico, mas atrapalhar, não atrapalha.

Semana que vem vou fazer o primeiro PET pós incio de quimio. Tô nervosa... penso nisso todos os dias. Ele vai definir o tempo de tratamento e as chances do câncer voltar ao longo da vida. Pensem comigo e por mim, esse mantra: "Vai estar limpo! Nenhum sinal dos tumores vai ser detectado!". Vai ser um dia de cão, PET de manhã, consulta pós ciclo com o médico e quinta quimio de tarde.
Por enquanto é só pessoal.
Boa sorte para nós!

domingo, 18 de agosto de 2013

3/16

Terceira aplicação, completa.
Foi bem chata, a enfermeira conseguiu estourar uma veia enorme e ótima no meu braço direito e acabou pegando uma pequena e na parte de dentro do braço, o que me impediu de relaxar, já que posição nenhuma e nem movimento nenhum passava desapercebido pelo cateter dolorido. O ultimo remédio foi uma tortura, duas horas de dor e ardência na pobre veia que está vermelha e dolorida até agora, mais de uma semana depois. Vivendo e aprendendo: veias na parte de dentro do braço, no más.
Os enjoos seguiram pelos quatro dias pós quimio, como sempre, mas nada que tenha precisado de remédio. A prisão de ventre também, como sempre, mas nada que tenha precisado de remédio.
Queda de cabelo agora é perceptível, mas nada de alarmante.
Psicológico abalado. Saudades da minha vida normal não sai da minha cabeça, acho que porque antes até acreditava que estava de férias, mas as férias acabaram e eu não vou voltar pra faculdade e nem pra vida que eu tanto gostava e tanto lutei pra conseguir. Me pego o tempo inteiro duvidando da cura, questionando como me cortar, envenenar e queimar, pode me curar de alguma coisa.
Me deparei com a aflição de perceber que nada depende de mim: um câncer de causa desconhecida, uma enfermeira que não me machuque, se vou sentir dor, se vou sentir cansaço, se vou dormir a noite, se tudo vai acabar no tempo previsto, se eu vou curar, se vou sentir enjoo, se vou ter cabelo até o final do mês...se, se e se.
Até aí, já tinha me conformado com esse fato... a origem de todo o nosso sofrimento é achar que alguma coisa depende da gente, quando isso é uma ilusão unanime da humanidade. Mas é que quando a gente tá cansada e dormir não resolve ou com saudades que não tem como saciar, tudo parece sem fim. Ilustra bem a frase de Lágrimas, do Racionais Mcs: "pensamentos maus vem, pensamentos bons vai, me ajude... sozinho penso merda pá carai".
O que está me salvando no momento são os meus amigos, que me ajudam a esquecer do que está acontecendo e um livro maravilhoso que minha tia muito querida me emprestou: Barba Ensopada de Sangue do Daniel Galera. Uma dica pra quem está com problemas demais pra cabeça de menos: leiam, porque a história dos outros é sempre melhor do que a nossa. Fugir da nossa realidade em um livro é muito mais intenso do que assistindo um filme.
A boa notícia da semana foi que minha menstruação desceu, sinal de que o meu sistema reprodutor está em ordem e eu não entrei na menopausa. Hehehe! Olha só a preocupação surreal...
É isso ai. Sexta que vem espero poder fazer a quarta sessão em paz e agora vou rezar para uma boa enfermeira me atender.
Desculpem o pessimismo, mas nada teve a ver com os efeitos colaterais ou com os remédios, isso anda em paz e melhor do que o esperado.
Beijos e boa sorte para nós!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

2/16

Sexta feira passada fiz a segunda aplicação de quimioterapia com protocolo ABVD, o que completa um ciclo de oito que devo fazer. Até agora, nenhum grande efeito colateral... estou bem mais tranquila por isso. Dizem que cada aplicação é diferente, nosso corpo reage diferente e os efeitos são diferentes. Isso é verdade, mas em nenhuma das duas foi muito difícil: um enjoo chato nos primeiros quatro dias pós aplicação, que nem precisaram de remédio, mas que pioravam quando eu pensava na próxima sessão. Então resolvi não pensar mais. Aí melhorou. Meu sono anda estranho, no começo sentia muito sono, tudo me dava sono, até abraçar alguém me fazia querer dormir. Agora ando com uma insonia ruim, eu durmo depois de um bom tempo me concentrando nisso e depois que eu acordo, nem que seja depois de duas horas, pra voltar a dormir é quase impossível. Mas andei pensando, acho que meu psicológico está ajudando muito... no começo eu não queria nem pensar na ideia de pensar, então eu dormia o máximo que eu conseguia . Agora ando pensando demais e a hora de dormir sempre foi a mais rebelde da parte da minha mente que "produz merda". Hahahaha! Bom, a parte estes, a fadiga constante (leia-se cansaço, não sono) foi explicada: no exame de sangue que deve ser feito antes de cada aplicação para avaliar a quantidade de células no sangue, deu que meu nível de neutrófilos (responsáveis pela defesa do organismo e produzidos pela medula óssea) estava um pouquinho abaixo do normal, que é 1.500 e eu estava com 1.468. Por estar abaixo do normal, a enfermaria precisou da aprovação do médico pra fazer a aplicação e foi aprovada... uffa!
Falando nisso, encontrei os nomes e a utilidade dos remédios usados nessa quimio, correspondes a sigla ABVD e vou compartilhar, tanto em termos bem técnicos e específicos, quanto em linguagem simples e direta:

Adriamicina: também chamada Doxorrubicina, serve como Antibiótico Antitumoral e dificulta a obtenção de partes essenciais para a produção de novas células.

Bleomicina: na verdade são vários agentes que agem de várias formas e mecanismos diferentes para diminuir, estabilizar ou acabar com as células tumorais.

Vimblastina: faz com que as células cancerígenas não consigam se multiplicar.

Dacarbazina: faz com que as células em reprodução, morram. Seus agentes foram os primeiros antineoplásicos descobertos!

Todos os remédios, ABVD, atuam com o mesmo objetivo: destruir células em multiplicação descontrolada, mas em formas diferentes de atingi-las.

No meu caso, estão sendo usadas as Adriamicina, Bleomicina, Vinblastina e Dacarbazina.
Créditos a uma das moças que me ajudaram muito com o blog muito bom dela, muito informativo e calmante: Linfoma de Hodgkin Minha História, a qual me inspirou a ir além das informações que nos são dadas no hospital. Recomendo! Vou ver se eu descubro como mexer nessa joça pra adicionar o link dela aqui. Muito emocionante pra mim, ler cada passo do processo de cura dela e chegar no final em menos de uma hora, pois ela terminou a ultima aplicação no primeiro semestre deste ano, curada de um Linfoma de Hodgkin estadio III. Me deu o tipo de esperança que eu, realista esperançosa, permito me agarrar.
Então, esclarecida a função dos remédios, também esclarecida a queda da quantidade de células do corpo (células úteis, como os neutrófilos, também), eu paro por aqui. =]
Só pra constar... estou me sentindo 100% fisicamente, nenhum sinal de queda anormal do cabelo e nenhum sinal de infecção.
Boa sorte para nós!

(Tabela 3: DANTAS, Ana Cristina Amorin; SANTOS, Maria das Graças S.; RAMOS, Viviane Pereira. Protocolos de Enfermagem - Administração de Quimioterapia Antineoplásica no tratamento de Hemopatias Malignas. Hemório, 2010, 1ª Edição.) Link do livro para os interessados: http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/pdf/ccih.pdf.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

1/16

Fiz a primeira quimioterapia na sexta-feira passada. A cada duas quimioterapias, se completa um ciclo e teoricamente eu devo fazer 8 ciclos, que dá mais ou menos 8 meses, já que um ciclo tem 28 dias. E para este tipo de neoplasia, são quatro remédios, representados por ABVD. Efeitos colaterais clássicos dessas bombas que parecem que fazem mais mal do que bem pro nosso organismo... enjoo, vomito, queda de cabelo, esterilidade, insuficiência cardíaca e pulmonar, mucosite, manchas na pele, dor e febre. Básico, né gente? Maaas.. considerando que nenhuma bula de remédio foge muito dessas longas listas de probleminhas, sugiro que seja ignorada.
Não tive nenhum grande efeito colateral... um enjoo que vai e vem de leve, nada que precise de remédio, muita sede e um sono gostoso. Sabe quando a gente sente que vai ficar doente, que o corpo pede cama, ai a gente dorme o dia inteiro e acorda novo? Então... é assim quase todo dia.
"E o cabelo?" - me perguntam... bom, o médico me disse que se eu fosse homem, ele diria que o cabelo nem cairia, mas sendo moça, talvez caia e talvez não caia. Cada organismo reage de um jeito... mas cair tudo não é comum, provável que fique mais rarefeito. Ainda nenhum sinal, é bem cedo pra dizer de qualquer forma. Se começar a cair muito, pretendo vender... pelo menos tiro algum lucro do problema.
Pra mim, a pior parte são as agulhas... malditas agulhas. Mas espero que continue sendo a pior parte até o final do tratamento.
A segunda pior parte é frequentar um hospital que só trata desse tipo de problema e sua cabeça não parar de se queixar. Não que tenha que ser fácil pra você, só porque existem problemas maiores. Até porque isso não existe, o tamanho do seu problema, você é quem mede. Mas porque eu sei que tem gente ali que daria os últimos dez anos de vida pra ter o meu diagnostico, ou que não tem condições de se tratar em um bom hospital, ou que não tem uma família e amigos tão maravilhosos quanto os meus pra dar apoio (fisico, emocional e financeiro)... essa é a segunda pior parte, porque te desgasta muito, muito mesmo. Eu não imagino como funciona a cabeça de um médico, tem que gostar muito mesmo do que faz pra conviver em um ambiente pesado desses, sem desabar.
Boa sorte para nós. =]