Quanto tempo que não passo por aqui. Voltei para Santa Catarina e aos poucos estou voltando a rotina da faculdade e de disposição. Olha só, impressionante... estou a três meses sem quimio e meu corpo ainda associa ansiedade e tensão á enjoo. Mas tudo bem, pois não dura três dias ou mais o mal estar, nos máximo quinze minutinhos, quando repito pra mim mesma: não é remédio, fica tranquila.
Fiz meu primeiro exame de controle na semana passada, um PET CT e outro hemograma: hemograma perfeito, PET limpissimo. Nenhuma alteração... viva! Viva! Cara, fiquei muito ansiosa até chegar o resultado. Sabe aqueles picos de nervoso? Em questão de horas eu oscilava entre "eu sei, eu sei que vou ter que fazer transplante de medula..." e "nada a ver, não vai dar nada, mais de 90% de cura.". Enfim, não deu nada. =]
O médico então marcou um raio X de torax para daqui a três meses e outro exame de sangue com alguns marcadores. Disse que não vou mais ter de fazer o PET, pois ele serve apenas pra avaliar a resposta da doença durante e após o tratamento. No meu caso, onde ambos deram negativos a anormalidades, posso me considerar 98% curada.
Também comecei a fazer as limpezas mensais do cateter implantado e com a pomadinha Emla uma hora antes do furo, não sinto nada! Além de ser bem rápido... nem cinco minutos. Demora mais pra limpar a região do que pra injetar e tirar a agulha.
Estou postando aqui uma foto do meu penteado estilo Pica Pau, como diria minha mamma. Hahahaha! Fiquei muito brava, meu cabelo foi cair no primeiro mês que seguiu sem quimio. Em 16 aplicações, nunca senti tanta falta do cabelo quanto nesse mês. Vai entender... posso dizer que caiu bem a metade dele. Mas como o que começou a cair a oito meses atrás já está crescidinho, não fiquei com falhas. Então prendedor, faixas e laquê (presente da titia. hehehe!), estão resolvendo. Minhas amigas até me acharam mais bonita!
Enfim. É isso ai.
Um beijo e boa sorte para nós!
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Comparando os PET CT 1 e 2
Olá! Como vão?
Queria fazer uma postagem bem orgulhosa, comparando os meus dois exames feitos até agora (seus laudos): o primeiro para o estadiamento e diagnóstico do linfoma e o segundo após dois ciclos de quimioterapia ABVD para se avaliar os efeitos do tratamento. E como já postei antes, eu não estaria assim orgulhosa se não fosse por todos que me mandaram energias boas durante esses tempos turbulentos e estarei eternamente agradecida, desejando o dobro a todos vocês.
Ai vai:
PET 1: 25/06/2013
"Observei a presença de áreas de concentração anômala do 18F-FDG nas projeções cervical, cérvico torácica, torácica e pélvica e correspondendo a linfonodos e linfonodomegalias nas cadeias ganglionares cervical a esquerda, supra e infra claviculares, mediastinal (paratraqueal à direita, pré-vascular e paraaórtica) e ilíaca interna bilateral com SUV entre 3,0 e 5,5."
PET 2: 06/09/2013
"Não foram identificadas neste exame áreas de concentração anônomala do 18F-FDG nas regiões corporeas estudadas, incluindo-se as cadeias linfonodais previamente acometidas no estudo de 25/06/2013."
Ou seja, antes eu tinha tumores espalhados por literalmente meu corpo inteirinho, menos pernas e braços. Agora não se visualiza nenhunzinho! Lindo, não?
Na semana que vem vou consultar com o meu médico e conforme o que ele disser, reproduzirei aqui. =]
Como disse uma amiga: "As quimios agora vêm até mais leves!"
Um beijo a todos e boa sorte para nós!
Queria fazer uma postagem bem orgulhosa, comparando os meus dois exames feitos até agora (seus laudos): o primeiro para o estadiamento e diagnóstico do linfoma e o segundo após dois ciclos de quimioterapia ABVD para se avaliar os efeitos do tratamento. E como já postei antes, eu não estaria assim orgulhosa se não fosse por todos que me mandaram energias boas durante esses tempos turbulentos e estarei eternamente agradecida, desejando o dobro a todos vocês.
Ai vai:
PET 1: 25/06/2013
"Observei a presença de áreas de concentração anômala do 18F-FDG nas projeções cervical, cérvico torácica, torácica e pélvica e correspondendo a linfonodos e linfonodomegalias nas cadeias ganglionares cervical a esquerda, supra e infra claviculares, mediastinal (paratraqueal à direita, pré-vascular e paraaórtica) e ilíaca interna bilateral com SUV entre 3,0 e 5,5."
PET 2: 06/09/2013
"Não foram identificadas neste exame áreas de concentração anônomala do 18F-FDG nas regiões corporeas estudadas, incluindo-se as cadeias linfonodais previamente acometidas no estudo de 25/06/2013."
Ou seja, antes eu tinha tumores espalhados por literalmente meu corpo inteirinho, menos pernas e braços. Agora não se visualiza nenhunzinho! Lindo, não?
Na semana que vem vou consultar com o meu médico e conforme o que ele disser, reproduzirei aqui. =]
Como disse uma amiga: "As quimios agora vêm até mais leves!"
Um beijo a todos e boa sorte para nós!
PET CT
Olá!
Como disse, vou postar sobre o famoso exame PET CT, para entendermos melhor o que é e porque é feito.
Nada melhor do que uma citação pra isso:
"O aparelho de PET/CT é formado pelo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) acoplado a uma CT (Tomografia Computadorizada). Diferente de uma radiografia ou tomografia, cujo objetivo principal é visualizar a estrutura do corpo e assim identificar lesões; o PET é um exame funcional, isso quer dizer, ele tem o objetivo principal de identificar o funcionamento do corpo em nível molecular. A CT acoplada ao PET é utilizada para facilitar a localização dos achados evidenciados pelo PET.
Para que isso seja possível, são necessárias duas coisas:
a) substâncias marcadas que serão processadas pelo corpo e dessa maneira permitem avaliar seu funcionamento;
b) um aparelho que possa visualizar essas substâncias e a sua distribuição pelo corpo.
Isso pode ser feito através da marcação das substâncias com um isótopo radioativo, formando os radiofármacos. Esses radiofármacos são injetados no paciente e, após determinado tempo para distribuição no corpo, um aparelho (PET) consegue detectar a radiação liberada pelo radiofármaco e mostrar de onde vem essa radiação no corpo. Em outras palavras, o aparelho mostra como o radiofármaco se distribui no corpo.
O nome “Tomografia por Emissão de Pósitrons” se deve ao fato dos isótopos radioativos utilizados na marcação das substâncias emitirem partículas chamadas pósitrons. Essas partículas reagem rapidamente com outras presentes no corpo emitindo a radiação que é detectada pelo aparelho."
Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/inct/cimol/?page_id=74
Ou seja, ele mostra os locais de atividade de proliferação celular intensas no nosso corpo. Essas locais incluem os tumores, já que as células cancerígenas são famosas por se reproduzirem mais rápido do que eu o normal.
Como disse, vou postar sobre o famoso exame PET CT, para entendermos melhor o que é e porque é feito.
Nada melhor do que uma citação pra isso:
"O aparelho de PET/CT é formado pelo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) acoplado a uma CT (Tomografia Computadorizada). Diferente de uma radiografia ou tomografia, cujo objetivo principal é visualizar a estrutura do corpo e assim identificar lesões; o PET é um exame funcional, isso quer dizer, ele tem o objetivo principal de identificar o funcionamento do corpo em nível molecular. A CT acoplada ao PET é utilizada para facilitar a localização dos achados evidenciados pelo PET.
Para que isso seja possível, são necessárias duas coisas:
a) substâncias marcadas que serão processadas pelo corpo e dessa maneira permitem avaliar seu funcionamento;
b) um aparelho que possa visualizar essas substâncias e a sua distribuição pelo corpo.
Isso pode ser feito através da marcação das substâncias com um isótopo radioativo, formando os radiofármacos. Esses radiofármacos são injetados no paciente e, após determinado tempo para distribuição no corpo, um aparelho (PET) consegue detectar a radiação liberada pelo radiofármaco e mostrar de onde vem essa radiação no corpo. Em outras palavras, o aparelho mostra como o radiofármaco se distribui no corpo.
O nome “Tomografia por Emissão de Pósitrons” se deve ao fato dos isótopos radioativos utilizados na marcação das substâncias emitirem partículas chamadas pósitrons. Essas partículas reagem rapidamente com outras presentes no corpo emitindo a radiação que é detectada pelo aparelho."
Fonte: http://www.medicina.ufmg.br/inct/cimol/?page_id=74
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| Fonte - http://www.cedimagem.com.br/novidades/petct |
Existem algumas restrições para se fazer o exame, como um jejum de seis horas, apenas liberado a ingestão de água. Mas acho que isso deve ser informado com mais detalhes pelo seu hospital ou clínica, né?
Um beijo!
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