sábado, 5 de dezembro de 2015

Quase DOIS anos em remissão

Tinha parado de escrever aqui porque vi que quase ninguém estava acompanhando, mas pensando bem é bom pra mim e bom para quem já esteve na minha situação e quer ter alguma ideia de como será quando tudo passar. Quando eu comento qualquer insegurança ou fato com meus amigos, por mais que seja sempre em forma de piada, sempre surge aquele "Aaai, a Laura sempre vem com esses comentários deprimentes!". Por isso pensei que vai ser bom voltar a escrever aqui, onde ninguém tem coragem de registrar esse tipo de pensamento. Hahaha! Crueldade da minha parte? Talvez. Mas que é verdade, é.
Então vamos ao que interessa. Na minha última consulta de acompanhamento, acabei vendo uma outra médica pois o médico que me acompanhou desde o meu diagnóstico estava de férias e não poderia atender durante o meu período de controle (que é a cada três meses). Ela viu a minha tomografia com contraste e estava tudo bem, assim como o meu hemograma com VHS, reagiu de uma forma muito mais fria do que o meu médico teria e me entregou os pedidos pra próxima consulta no nome dela e sem nenhum raio X ou tomografia, para daqui a três meses. Achei estranho e perguntei por quê: ela disse que era oncohematologista, especialista em câncers de sangue (como o meu) e seria a minha médica daqui em diante. Disse também, ao contrário do meu outro médico oncologista geral, que mais radiação seria excessivo e que após esse próximo controle, eu só voltaria a cada seis meses, pois as chances do Linfoma voltar "diminuem BASTANTE" (sim, ela disse com muita ênfase).
Aquela impressão inicial que tive de "falta de atenção" no início logo foi embora, pois percebi que eu não era mais um caso que precisasse de atenção. E eu fiquei feliz por isso, muito feliz!
Vou sentir saudades do meu médico antigo, mas vou continuar o encontrando nos corredores do hospital e isso basta. Hahaha! Essa médica nova é especialista no meu tipo e ela não está nem ai pro meu caso. Perfeito!

Então a vida segue. É claro que antes de atingir esses seis meses de intervalo, vou tremer na base antes do próximo controle em fevereiro, como se ele fosse o meu "teste final". Mas já acostumei e já sei como lidar.
Essa foi a minha atualização, depois de muito tempo, pois assim quem vier acompanhar meu caso desde o começo em busca de esperança, pode beber de muita: estou em remissão há quase dois anos com muita fé e certeza de que será por pelo menos 70 anos.



Um beijo e boa sorte para todos nós!


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